Pois bem, após longos meses de indefinição em torno do futuro de Ricardo Quaresma, surge o desfecho que toda a gente esperava. Quaresma foi para o Inter de Milão por uma quantia inicial de 18,6 milhões de Euros e Pelé seguiu para o F.C Porto, como moeda de troca.
Independentemente da vinda de Pelé, que eu considero ser um excelente jogador com um futuro altamente promissor, a primeira vez que tomei conhecimento dos valores envolvidos na transferência fiquei com a sensação que o F.C Porto tinha feito um mau negócio, no entanto e analisando friamente a noticia, constato que em ambos os lados estiveram dois excelentes negociadores (subentenda-se Moratti e Pinto da Costa).
Do lado de Moratti destacou-se a prudência, ou seja, sabendo que o valor inicial de 18,6 milhões de Euros pode ser inflaccionado até 30,6 milhões de Euros (face à performance de Quaresma em Itália), julgo que houve uma certa "desconfiança" em torno da regularidade exibicional de Quaresma. Assim, o extremo Português sentir-se-á pressionado para obter alto rendimento, caso contrário prejudica-se a ele próprio, ao Inter e ao F.C Porto.
Eu compreendo a postura do Inter em todo este negócio, assim sendo considero correcto o facto de não terem pago os 30,6 milhões no imediato, preferindo aguardar no que diz respeito ao rendimento de Quaresma.
Do lado de Pinto da Costa destacou-se a honestidade, sobretudo por ter aceite estas condições de negócio. Efectivamente o F.C Porto tem por costume vender caro mas vender bem e, se eventualmente tivesse vendido Quaresma no imediato por 30,6 milhões e este não rendesse o que se esperava, o F.C Porto perdia alguma da sua boa reputação no mercado internacional.
Assim que o negócio foi feito e os exames médios concluídos, soube-se que Quaresma assinou pelo Inter até 2013 (será o nº77) e Pelé assinou pelo seu clube do coração, o F.C Porto, até 2012 (será o nº30).
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